O ChatGPT disse: Ilustração de um jovem olhando para o celular com expressão confusa, enquanto ícones de curtidas e corações derretem no ar ao lado, simbolizando o impacto das redes sociais.

Engajamento Caindo? Nem Sempre é Culpa do Algoritmo

O engajamento em redes sociais diminui — não só pelo algoritmo. Entenda por que curtidas e comentários não são conexão real, o que mudou no público e como sua marca pode retomar a audiência, criando comunidades sólidas, engajamento qualificado e presença digital estratégica.

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Durante muito tempo, medir o sucesso nas redes sociais era acabar em números: curtidas, comentários, compartilhamentos. Essas métricas, representavam não apenas a atenção imediata, mas uma espécie de confirmação pública — um “eu vi, apoio ou gostei”. Por anos, esses números foram o norte de marcas, criadores e profissionais de marketing. Era simples: mais curtidas = mais sucesso, certo?

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Mas essa lógica se provou limitada. Hoje, o cenário se desenha diferente. Um mar de interações superficiais que já não traduz o real impacto. Isso desperta a pergunta: ainda faz sentido medir sucesso da mesma forma?

Saturação do Modelo Tradicional de Engajamento

O sistema tradicional de métricas nas redes sociais atingiu um limite evidente. Mas foi um processo gradual. Primeiro, o alcance orgânico começou a cair — os posts, mesmo de perfis consolidados, passaram a alcançar menos pessoas. Depois, o que era reação genuína virou gesto automático de rotina. O botão “curtir” passou a ser clicado sem envolvimento verdadeiro; os comentários, cada vez mais vazios ou compostos apenas por emojis.

A rolagem virou quase uma ação mecânica, ganhando até nome: scrolling. O dedo desliza no feed e nem paramos para registrar o que vemos. O gatilho de “dar um like” já não desperta as mesmas emoções. O resultado? Interações artificiais, alcance reduzido e métricas que não refletem conexão real.

A pesquisa State Of Create de 2025 mostra o impacto da mudança do comportamento na relação entre criador e seguidor:

Criadores começaram a perceber que não possuem um relacionamento verdadeiro com seus próprios fãs na maioria das plataformas. Eles não têm e-mails ou informações de contato. Não possuem nenhuma forma de continuar em contato com esses fãs se forem para outro lugar. As plataformas mantém tudo para si mesmas.

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Você conhece seus seguidores?

Enquanto isso, os algoritmos — frequentemente os vilões dessa história — também mudaram. Mas o que poucos percebem é que essas transformações respondem, em grande parte, ao próprio comportamento do público. E esse comportamento, vale dizer, já não é o mesmo de alguns anos atrás.

Doomscrolling: O Consumo Passivo de Conteúdo

Hoje, acessamos plataformas como Instagram, TikTok ou LinkedIn, consumimos conteúdos, absorvemos — sem a pretensão de participar. Esse consumo apático, contínuo e passivo virou a norma. O doomscrolling — termo usado para descrever o hábito de rolar indefinidamente em busca de novidades — é tão frequente que passou a ser estudado por psicólogos e cientistas como um fenômeno ligado ao esgotamento mental.

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Doomscrolling: a busca infinita por novidades

E o impacto dessas mudanças é claro: passamos horas nos feeds sem nem perceber. Para criadores, isso reflete em um alcance natural reduzido, interações comprometidas, métricas enganosas.

Mas esse comportamento também nos entrega um insight importante: é hora de encarar o engajamento como algo diferente da reação superficial. Trata-se de reconectar com quem realmente importa, por canais que você controla.

Audiência x Comunidade: O Verdadeiro Diferencial

Se as redes sociais acabassem hoje, o que você faria? Vamos ser realistas, ter milhares de seguidores não é mais tão importante quanto hoje. E é por isso que você precisa entender a diferença entre audiência e comunidade.

Audiência é um múltiplo de números: seguidores, acessos, exibições. Comunidade é uma construção — diálogo, reciprocidade, identificação.

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Audiência x Comunidade: você sabe a diferença?

Enquanto a audiência observa, a comunidade participa. E é aí que o jogo muda: conteúdo singular não é suficiente. É preciso gerar conversa, aprofundamento e vínculos. Num cenário de saturação do engajamento, construir comunidade é a chave.

O Comportamento das Plataformas — O Que Mudou?

As plataformas também estão mudando suas prioridades. Hoje, algoritmos dão destaque a indicadores como:

  • Tempo de visualização: quanto mais tempo o usuário fica no seu conteúdo, melhor.
  • Salvamentos: marcas de interesse real.
  • Envio privado: sinal de conteúdo que vale ser compartilhado com alguém específico.
  • Comentários ricos: não mais “legal” ou emojis de foguinho, mas frases completas que demonstram reflexão.

Esses indicadores contam mais do que likes automáticos. Além disso, é muito mais difícil falsificar retenção ou compartilhamento privado. É possível burlar curtidas, mas não manter alguém por 2 minutos vendo seu vídeo tutorial, nem fazê-lo encaminhar para um amigo.

O Novo Contexto Para Criadores

A produção de qualquer conteúdo exige pesquisa, observação e adaptação constante. E os dados mostram que não estamos mais no mesmo lugar de antes. O relatório State Of Create 2025 detalha os novos desafios e oportunidades da criação digital.

1. A “Crise do Alcance” e o fim do valor do “seguir”

Segundo o relatório da Buffer, a taxa de engajamento caiu consideravelmente entre 2024 e 2025. O State Of Create explica: as plataformas agora priorizam recomendação de conteúdo em vez de mostrar o que o usuário escolheu seguir. 

Resultado? Criadores têm dificuldade de alcançar seus próprios seguidores — que gastam a maior parte do tempo vendo feeds aleatórios e não aquilo que escolheram seguir diretamente. Isso reforça a tese de que engajamento não é mais sinônimo de áudio fiel.

2. O domínio dos formatos curtos — mas o valor dos longos

De um lado, o short-form reina absoluto: reels, TikToks, Shorts dominam feed e geração de visibilidade instantânea. Por outro, quando o State Of Create pergunta qual tipo de conteúdo agrega mais valor, 52% dos entrevistados escolheram o long-form — aqueles tutoriais completos, lives aprofundadas, podcasts extensos. 

E mais: 49% das pessoas estão dispostas a pagar por esse tipo de conteúdo, enquanto o curto serve mais para chamar atenção.

3. Pressão, burnout e distorção de identidade

Criadores sentem uma enorme pressão. Pressão para publicar sempre, para estar em destaque, ganhar viralidade. Essa urgência esgota emocionalmente e gera uma perda de autenticidade. Muitos produzindo segundo o que “funciona” para os algoritmos, e não o que toca o coração.

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As métricas mudaram. Likes e seguidores não significam mais que o engajamento é bom

4. Desconexão entre criadores e fãs

Em plataformas centralizadas — Instagram, YouTube, TikTok — os criadores não têm contato direto com seus fãs. Não distribuem dados, e mudanças nas regras de monetização variam de acordo com o humor da empresa dona da plataforma. Por isso, não é nenhuma surpresa que 78% dos criadores de conteúdo entrevistados pela State Of Create sintam que o algoritmo impacta em sua produção.

A Transição Para Conexões Mais Profundas

Apesar dos desafios, há otimismo. Uma nova internet está surgindo — e ela está com foco em relações diretas e modelos de receita sustentáveis.

Mudança de mentalidade

Antigamente as métricas de engajamento eram simples: mais seguidores, mais likes, mais alcance, mais oportunidades para criadores. Agora o foco está em criar relações concretas, ter mais retenção e mais originalidade.

Plataformas diretas ao fã

Patreon, Substack, Discord, Gumroad. Esses espaços permitem contato direto, venda de conteúdo exclusivo, comunidades próprias. Mais de 50% do valor da economia criativa já vem desse modelo direto-ao-fã.

Aqui fica uma dica: nessas plataformas, você controla o ativo. Não aluga a audiência.

O poder dos core fans

Core fans ou lovers são aquela pequena parcela de seguidores que é responsável pela maior parte da renda e do engajamento dos criadores. São eles que compram, indicam, defendem e criam valor. O futuro está em cultivá-los.

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Os core fans são responsáveis por maior parte da renda e engajamento

O Que as Marcas Precisam Repensar nas Redes Sociais

Em meio a tantas transformações no comportamento dos usuários, nos algoritmos e nas próprias plataformas, as marcas se veem diante de um cenário em que repetir fórmulas antigas já não dá resultado. Não basta apenas produzir conteúdo visualmente atrativo ou postar com frequência. 

Para continuarem relevantes, é essencial que as marcas compreendam essa nova dinâmica e estejam dispostas a se adaptar. Isso passa por revisar as formas de interação, os formatos de conteúdo escolhidos e, principalmente, os indicadores de sucesso. Mais do que buscar números altos, é hora de mirar em conexões reais e duradouras.

  • Construa comunidade: traga seu público para perto, com espaços reais de troca.
  • Diversifique formatos: misture conteúdo curto para alcance e longo para profundidade.
  • Use dados qualificados: não meça apenas likes, olhe para salvamentos, tempo de tela, mensagens.
  • Crie experiências: vídeos interativos, lives, eventos e conteúdo em grupo geram memória.
  • Foque em retenção: mantenha as pessoas por perto, não apenas alcance.

Todas essas mudanças apontam para um novo cenário, onde o relacionamento duradouro supera qualquer métrica momentânea. Comportamento do público, algoritmos e o próprio conceito de valor em redes sociais estão se reinventando — e é justamente nesse contexto que surge uma nova compreensão sobre o papel do engajamento.

O Fim do Engajamento Superficial é só o Começo

Estamos vivendo uma virada. Curtidas e compartilhamentos ainda têm seu valor, mas não são mais suficientes. A nova fase exige mais profundidade, mais intencionalidade e, acima de tudo, mais humanidade.

Na Cluster, ajudamos você a deixar de depender dos algoritmos e a construir canais próprios, nos quais a comunidade é um ativo — e não um aluguel. Criamos estratégias para transformar seguidores em verdadeiros fãs, fortalecer a presença em plataformas diretas ao público e desenvolver uma comunicação que gera vínculo, não só visibilidade.

Quer reconquistar o controle da sua audiência e fazer sua marca crescer com mais consistência? Fale com a gente e comece hoje essa transição.

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