Mulher trabalhando à noite em um escritório, concentrada em um notebook sob luz de luminária, com prateleiras e objetos desfocados ao fundo.

O SEO Está Morrendo? Por Que Essa Ideia Não Faz Sentido

O SEO morreu? Spoiler: não. Ele está evoluindo com a inteligência artificial, o AEO e as novas formas de busca. Neste artigo, mostramos por que essa estratégia continua essencial — e como adaptar seu conteúdo à nova era digital.

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Você já ouviu que o SEO morreu? Pois saiba que essa mesma profecia foi feita 4.852 vezes entre janeiro de 2016 e 2019, segundo dados da Ahrefs. E não é nenhuma surpresa. Desde 2009, especialistas decretam sua morte sempre que surge uma atualização de algoritmo ou uma nova tecnologia disruptiva.

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O SEO morreu em 2009, 2011, 2013… e aqui estamos nós — de novo — escrevendo sobre o seu funeral. O SEO morreu com o Google Panda. Depois com o Penguin. Foi enterrado com o Hummingbird. E agora, a ameaça da vez atende por nomes como ChatGPT, Bard, Perplexity e a famosa sigla AEO.

Mas a verdade é que o SEO não está morrendo — ele está se transformando. O que antes era um conjunto de técnicas centradas em palavras-chave e backlinks agora incorpora inteligência artificial, respostas instantâneas e uma abordagem muito mais estratégica, centrada na experiência do usuário.

Neste artigo, vamos desconstruir essa ideia de “fim”, mostrar como o SEO evolui diante das novas tecnologias e reforçar por que ele continua sendo uma das estratégias mais relevantes para o sucesso digital de qualquer negócio.

O Que é SEO e Como Ele se Consolidou?

Antes de falarmos sobre mudanças, precisamos voltar às origens. Afinal, entender o que é SEO e como essa estratégia se tornou fundamental no marketing digital é o primeiro passo para compreender sua resiliência.

O SEO, ou Search Engine Optimization, é o conjunto de estratégias que visam aumentar a visibilidade orgânica de conteúdos nos mecanismos de busca. Surgido nos anos 1990, com o primitivo Archie, ele evoluiu de práticas rudimentares para uma disciplina técnica e estratégica.

Hoje, o SEO é muito mais que palavras-chave e backlinks. Ele envolve arquitetura da informação, intenção de busca, performance técnica e, principalmente, a entrega de valor real ao usuário. E é justamente essa capacidade de adaptação que o mantém vivo.

A Narrativa da Morte: Por Que Sempre Matam o SEO?

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O SEO morreu?

A razão é simples: medo e incerteza vendem. Manchetes sensacionalistas atraem cliques. E a cada nova disrupção tecnológica, profissionais inseguros ou mal informados assumem que o jogo acabou.

Mas o SEO, como conceito, é maior do que qualquer técnica. Ele é, na essência, uma resposta à pergunta: “Como faço meu conteúdo ser encontrado por quem precisa dele?

Enquanto essa pergunta existir, o SEO continuará sendo relevante — seja em ferramentas de busca clássicas como o Google ou em inteligências artificiais. Estar atento às mudanças no comportamento do usuário é fundamental.

Como o Comportamento de Busca Está Mudando Radicalmente?

É fato: os usuários não buscam da mesma forma que buscavam há cinco anos. Um dos dados que mais evidencia isso é o crescimento da chamada zero-click trend. Em 2024, cerca de 65% das buscas realizadas no Google em desktops não geraram nenhum clique. Nos dispositivos móveis, esse número ultrapassa 75%. E a expectativa é que essa tendência continue crescendo.

O motivo? Os mecanismos de busca estão cada vez mais eficientes em entregar respostas diretas nas próprias páginas de resultado. Além disso, ferramentas como ChatGPT, Bard e outras IAs generativas expandiram a forma como os usuários acessam informações, oferecendo respostas completas e conversacionais sem a necessidade de navegar por sites.

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Google ou ChatGPT? Qual ferramenta você usa para fazer buscas?

Apesar de muitos declararem — novamente — o seu fim, o SEO continua sendo peça-chave — só que agora, ele precisa dialogar com novos formatos de busca. Os sistemas de IA e os motores de resposta ainda dependem de conteúdos bem estruturados, otimizados e confiáveis para gerar boas respostas. Ou seja, o SEO não desapareceu: ele evoluiu junto com o comportamento do usuário.

Para acompanhar esse novo comportamento digital, surgem abordagens complementares ao SEO tradicional — como o AEO. Mas ao invés de um substituir o outro, o que vemos é um ecossistema mais rico e exigente.

Aqui, vale distinguir as frentes: SEO técnico, otimização para motores de resposta e o papel da inteligência artificial. Cada uma adiciona uma camada à performance digital — e exige uma visão estratégica para aproveitar ao máximo cada tecnologia.

AEO e SEO: Conflito ou Aliança Estratégica?

Já é um clássico: quando uma novidade aparece (principalmente se for mais uma sigla para internet), tudo o que já conhecíamos torna-se obsoleto. Mas e se o novo e o velho puderem trabalhar juntos?

AEO — Answer Engine Optimization — é uma extensão do SEO voltada para motores de resposta. Seu objetivo é posicionar conteúdos diretamente como respostas, em caixas como Featured Snippets, People Also Ask e IA generativas.

Enquanto o SEO tradicional foca em ranqueamento por palavra-chave, o AEO otimiza o conteúdo para a estrutura da informação. É a diferença entre escrever para atrair cliques e escrever para responder perguntas com precisão.

ElementoSEO TradicionalAEO
FocoRelevância e autoridadeClareza e objetividade
Métrica principalCliques, tempo no siteImpressão, destaque na resposta
Formato idealTextos longos, clustersParágrafos curtos, listas
Otimização técnicaBacklinks, Core VitalsSchema, FAQ markup

Conclusão? AEO não substitui o SEO. Ele o complementa.

IA e SEO: Inimigos ou Aliados?

A inteligência artificial está em toda parte. Mas seu impacto no SEO é mais colaborativo do que destrutivo. Veja como a IA transforma a otimização de forma positiva:

  • Pesquisa de palavras-chave semânticas: Ferramentas como NLP APIs permitem mapear intenções com mais profundidade.
  • Produção de conteúdo assistida: A IA agiliza rascunhos, mas exige revisão humana para manter EEAT.
  • Análise de concorrência: Com machine learning, é possível analisar padrões de ranqueamento em larga escala.

O SEO do futuro será cada vez mais assistido por IA — mas jamais automatizado por completo.

Como Adaptar Sua Estratégia de SEO à Nova Realidade

Com tantas transformações no cenário digital, não faz mais sentido pensar em SEO como uma coleção de táticas isoladas. Hoje ele é integrado, multifacetado e centrado na experiência do usuário — e precisa acompanhar os avanços da tecnologia e o comportamento de busca cada vez mais dinâmico.

Em vez de escolher entre SEO, AEO ou IA, o profissional de marketing precisa aprender a combinar diferentes camadas de otimização, adaptando sua presença digital à nova realidade das buscas.

Veja as principais frentes que merecem atenção:

1. Otimização para motores de resposta (AEO)

Com o aumento das buscas sem clique, o AEO ganhou protagonismo. Aqui, o objetivo é fazer seu conteúdo aparecer como resposta direta na SERP.

Boas práticas incluem:

  • Responder perguntas de forma objetiva, logo após o subtítulo.
  • Utilizar listas e parágrafos curtos que facilitem a extração automática.
  • Incluir dados estruturados (Schema.org) para diferentes tipos de conteúdo, como FAQ, avaliações e tutoriais.

2. SEO baseado em intenção e contexto

Não basta repetir palavras-chave. A nova era do SEO exige entender a intenção por trás da busca e a relação entre tópicos e entidades.

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Entenda a intenção de busca na hora de criar conteúdo

Para aplicar essa abordagem:

  • Agrupe conteúdos em topic clusters, com links internos bem estruturados.
  • Trabalhe a semântica do conteúdo, usando sinônimos, variações e termos relacionados.
  • Produza materiais que respondam de forma completa a uma intenção (informativa, comercial, transacional, etc.).

3. Fortalecimento da credibilidade e autoridade (EEAT)

Com a ascensão da IA, o Google passou a valorizar conteúdos confiáveis e escritos por especialistas. Por isso, reforce ser EEAT (Experience, Expertise, Authoritativeness, Trustworthiness).

Como fazer isso:

  • Dê visibilidade à autoria e especialização de quem escreve.
  • Apresente dados próprios, estudos de caso, depoimentos e fontes verificáveis.
  • Atualize conteúdos com frequência, principalmente os que tratam de temas sensíveis a mudanças.

4. Experiência técnica e performance

Nenhuma estratégia de conteúdo funciona sem uma base técnica sólida. Os Core Web Vitals, a experiência mobile e a velocidade de carregamento são fatores decisivos para a classificação e retenção de usuários.

Cuidados técnicos essenciais:

  • Otimize imagens, fontes e scripts para melhorar o carregamento.
  • Tenha um site responsivo e com navegação acessível.
  • Monitore métricas como LCP (velocidade de carregamento), FID/INP (interatividade) e CLS (estabilidade visual) com ferramentas como PageSpeed Insights e Search Console.

5. Novas métricas de sucesso

Com a mudança no comportamento de busca, o número de cliques já não basta para medir o desempenho orgânico do sem conteúdo. Considere também:

  • Search visibility: Quantas vezes você aparece na SERP?
  • Presença em IA Generativas: Seu conteúdo é referenciado por assistentes?
  • Featured snippets share: Quantas respostas diretas seu site oferece?
  • Engajamento passivo: Tempo de leitura, impressão e brand recall.

Em um cenário onde muitas buscas não geram cliques, mensurar a visibilidade do seu conteúdo vai além do número de acessos. Impressões, posicionamento nos snippets e presença em mecanismos de resposta também são indicadores de sucesso.

O SEO Não Morre — Ele Evolui

O SEO está longe de morrer. Ele está em metamorfose, como sempre esteve. A evolução da tecnologia, o surgimento da IA e o novo comportamento digital apenas reforçam a necessidade de uma abordagem mais sofisticada, estratégica e centrada no usuário.

Portanto, se você quer continuar competitivo no universo digital, não abandone o SEO. Reinvista nele. Atualize sua estratégia. E acompanhe o ritmo da inovação. Quer saber se sua estratégia de SEO está alinhada com o futuro das buscas? Faça agora mesmo nosso Diagnóstico Gratuito de SEO e descubra:

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