Vivemos conectados. Rolamos sem parar, saltamos entre notificações, acumulamos feeds, curtidas e conteúdos. Por muito tempo, esse comportamento foi impulsionado por um sentimento quase invisível, mas altamente poderoso: o FOMO – Fear of Missing Out, o medo de ficar de fora.
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Ele moldou hábitos, ditou tendências e deu o tom de muitas estratégias de marketing digital. Mas algo começou a mudar.
Hoje, cada vez mais pessoas estão abraçando o oposto disso: o JOMO – Joy of Missing Out. A alegria de não estar em todos os lugares. De escolher onde estar. De viver offline também.
Essa virada não é um modismo: é um movimento. E entender essa mudança é essencial para qualquer marca que queira se manter relevante no digital.
O Que é FOMO e Por Que Ele Dominou o Marketing por Tanto Tempo?
Você talvez não conhecesse o termo, mas com certeza já sentiu na pele. Aquela ansiedade de ver stories alheios e achar que está perdendo algo. De não clicar em uma oferta com medo de ela sumir. De comprar por impulso só porque “restam apenas 2 unidades”.
É isso. O FOMO foi (e ainda é) uma força que impulsiona decisões rápidas, guiadas por escassez, exclusividade e urgência. No marketing digital, isso se traduz em:
- Promoções relâmpago com contagem regressiva;
- Frases como “última chance” ou “só hoje”;
- Produtos esgotados (de propósito);
- Conteúdos que prometem transformação instantânea.
O FOMO no marketing digital funciona porque mexe com o emocional. Ele ativa o medo ー e o medo vende. Mas será que ele ainda conecta?
A Virada Silenciosa? A Chegada do JOMO
Se no FOMO precisamos saber de tudo o que está acontecendo a todo momento, no JOMO é o contrário. A sigla de Joy of Missing Out, ou em português, a “alegria de perder”, de dizer “não” ao barulho. De fechar o celular sem culpa. De escolher o que faz sentido, e não o que está bombando.
Esse comportamento reflete uma nova mentalidade:
- Mais tempo offline;
- Menos consumo impulsivo;
- Busca por autenticidade e bem-estar;
- Interesse por experiências com propósito.
O consumidor moderno está cansado e buscando voltar para tempos mais simples, onde a informação não estava disponível a qualquer momento. Ele está cansado de alertas, notificações e, principalmente, de ter que estar sempre “ligado”.
E quando o consumidor muda, o marketing precisa acompanhar. Nesse contexto, o JOMO surge como um antídoto. E quem entender essa nova mentalidade, sai na frente.
Outras Siglas da Era Digital e o Que Elas Dizem Sobre Nós
O digital criou novas formas de se comportar. E, algumas dessas novas tendências, viraram verdadeiros diagnósticos da nossa era:
- FOBO (Fear of Better Options): A paralisia da escolha. É aquele medo de decidir errado porque “talvez exista uma opção melhor”;
- FOMA (Fear of Missing Anything): Vindo diretamente do SXSW, um dos festivais sobre inovação mais importantes da atualidade, essa sigla é uma evolução do FOMO. O FOMA, ou o medo de perder qualquer coisa, surge da rápida união entre inteligência artificial e novas tecnologias que fazem semanas parecerem décadas;
- FOSO (Fear of Switching Off): Sabe aquela ansiedade de quando a bateria do celular está prestes a acabar e você não tem uma tomada por perto? Esse medo de se desligar já foi reconhecido por muitas marcas que utilizam estratégias para manter o consumidor sempre engajado;
- ROPO (Research Online, Purchase Offline): No momento atual, o consumidor não quer mais comprar apenas um produto. Ele está atrás de uma experiência. Por isso, indo na contramão do que era visto anteriormente, as pessoas buscam online para comprar em lojas físicas e terem a experiência completa.
Esses termos podem parecer apenas tendências da internet, mas eles ajudam a decodificar algo muito mais profundo: como o consumidor pensa, sente e decide hoje. Por isso, entender o seu público e quais comportamentos ele apresenta é essencial para ter sucesso em meio a tantas mudanças.
Como o Marketing Digital Pode e Deve Se Adaptar
Com essa virada de mentalidade, a abordagem das marcas também precisa mudar. O marketing centrado em urgência e gatilhos de escassez já não funciona da mesma forma com um público que está cansado de ser pressionado.
Por isso, aqui na Cluster, a gente acredita em um marketing com menos pressão e mais intenção. Estratégias digitais que não gritam, mas que acolhem. Que não atropelam, mas que criam vínculos.
Aqui vão caminhos reais, e que nós utilizamos, para se adaptar à nova fase:
1. Troque escassez por valor
Não venda correria. Venda propósito. Explique por que seu produto faz sentido, não por que ele “vai acabar em 10 minutos”.
2. Use conteúdos que inspiram pausa
Conteúdos mais lentos, visuais mais limpos, mensagens com espaço para respirar. O feed ideal do seu público é aquele que faz bem, não que acelera a ansiedade.
3. Explore o “menos é mais”
Design minimalista, campanhas enxutas e comunicação clara. Seu público quer marcas que não gritam, mas que conversam.
4. Ofereça experiências, não apenas produtos
Mesmo em produtos digitais, pense na experiência completa. Como a pessoa se sente ao interagir com sua marca? O que ela leva disso?
O comportamento digital não para de mudar, mas há uma tendência clara: a busca por equilíbrio.
A próxima geração de consumidores quer marcas que entendem sua realidade emocional. Que respeitam seus limites. Que oferecem conexões reais, não apenas interações.
Não basta aparecer no feed. É preciso tocar algo mais profundo.
O Que a Cluster Pode Fazer Pela Sua Estratégia de Marketing?
Na Cluster, traduzimos mudanças comportamentais em estratégias digitais eficazes, humanas e autênticas. Usamos dados para entender pessoas — e criatividade para transformar insights em resultados.
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